janeiro 22, 2010
Haiti
janeiro 14, 2010
Haiti
Destruição por todos os lados
Crianças, mulheres, homens e idosos com os corpos cobertos de feridas, cimento e lágrima
Construções suntuosas e simples completamente destruídas
E ainda um agravante, falta condições básicas para cuidar desse povo todo.
Um país pobre, sofrido, em guerra...
Imagino que muito já se fizeram essa pergunta; Por que??
Mas acho que não temos condições de dar respostas, muito menos achar que Deus resolveu castigar um povo já tão sofrido...
Eu estou triste, abatida por apenas assistir a tanto sofrimento,
não consigo imaginar o que é sentir esse desespero.
Mas penso que quando uma coisas dessas acontece, onde tudo foge ao nosso controle, uma catástrofe de uma proporção tão assustadora a qual não podemos impedir, temos a oportunidade de crescer como ser humano...
É a chance que temos de pensar sobre nossas atitudes, em como estamos administrando nosso planeta terra, nossos recursos, nossa preocupação em ser melhor em como podemos ajudar...
Minha reflexão sobre o assunto é pobre e simples, mas resolvi escrever como forma de prestar uma homenagem a todos os que estão sofrendo, pessoas que se foram, pessoas que perderam alguém querido, pessoas que vão ter de conviver com uma nova realidade; um país para reconstruir...
"Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui"
Para ajudar: Cruz Vermelha
julho 02, 2009
Chernobyl, o pior acidente nuclear civil da história do século XX
Sempre ouvi falar deste triste acontecimento mas nao tinha ideia da realidade das pessoas que sofrem ate hoje as consequencias desse lamentavel acidente que aconteceu na madrugada do dia 26 de Abril de 1986.
A seguir um relato do proprio fotografo sobre tudo o que ele presenciou com seus olhos e sua camera
"...Algum cara cometeu um erro. Apertou o botão errado na hora errada. E em 20 segundos não era mais possível pará-lo.
Milhares e milhares de toneladas de material radioativo foram expelidos no ar, apanhados em uma enorme tempestade e começaram a mover-se através do país.
Setenta por cento desse material radioativo caiu na Bielorrússia. O reator não era deles.
As primeiras pessoas a aparecerem foram duas companhias de bombeiros.
Fusco, citando o sobrevivente Ivan Shavre: “Eu acordei em um hospital em Moscow. De início nós gracejamos sobre a radiação. Então nós ouvimos que um camarada começou a sangrar pelo nariz e pela boca. E seu corpo ficou preto. E morreu.”
Onde quer que exista radiação, as pessoas vivem com ela. Comem-na em seu alimento. Bebem-na em sua água.
Os garotos em Novinki que tem problemas, são diagnosticados e categorizados… A, B, C, D.
D, é sem esperança, eles nunca vão ser seres humanos reais. Nunca vão ter muito. Todos vão a Novinki.
E, uma vez que estejam lá, se sobreviverem e viverem, serão enviados ao asilo principal.
Era como se uma raça diferente estivesse sendo criada, pois eles parecem humanos, mas todos obviamente tinham problemas.
Alesya era uma menina quando foi diagnosticada com câncer. Tinha sido exposta à radiação quando era muito pequena, com mais ou menos 2 anos, quando começou a correr para brincar.
E nesse dia a chuva era escura e oleosa e ficou conhecida como a chuva negra de Chernobyl. Nove anos depois ela estava com leucemia.
Eu me encontrei com ela no hospital quando ela tinha dezesseis. Esta garota de dezesseis anos era muito bonita. Eu voltei no dia seguinte e Alesya estava em coma. E seus pais estavam devastados. Era um dia terrível para se ver uma mãe perder sua filha.
Antes de começar a tirar fotografias eu perguntei se não tinha problema. E sua resposta foi, “sim, nós queremos que todos saibam o que eles fizeram”.
O horror que foi aquilo, nós não podemos nem mesmo ousar pensar que possa acontecer novamente.
Todos dizem que nunca acontecerá. Pois é, nós sempre falamos isso, nunca acontecerá, mas tudo que nós humanos fazemos quebra. Tudo quebra. Tudo se desgasta.”
Nossa justo hoje que esta um dia nublado e chuvoso...

