janeiro 22, 2010
Haiti
janeiro 15, 2010
A minha Utopia
Já gostava dela como Ministra do Meio Ambiente... Mas não sabia muita coisa sobre essa mulher, agora me interessei, por ser um ano politico e, como cidadã com direito de escolher um novo representante para o meu país, comecei a ler sobre ela... Esses dias li uma entrevista no Cristianismo Hoje com um tema muito bom; Utopia com pé no chão. Vale muito a pena ler a entrevista toda e ficar sabendo por exemplo que em 2007, foi escolhida pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas em condições de ajudar a salvar o planeta, entre outros prêmios de grande importância, a formação dessa mulher que aprendeu a ler com 16 anos também impressiona. Cristã discreta, por questões de bom senso, pelo que eu entendi, é membro da Assembléia de Deus em Brasília, mas não participa da bancada de evangélicos e ela tem bons argumentos para se manter assim.Dando uma passeada pelo PavaBlog descobri uma outra entrevista com o cineasta, Fernando Meirelles, queridinho e muito talentoso, descreve Marina de uma maneira que convence... segue um trecho da entrevista:
Meirelles - Sem querer ser evasivo, não sei exatamente qual será o tom do programa do PV, mas não há dúvida que a trajetória da Marina e a do Lula têm muita relação. Os dois vieram de lugares aparentemente improváveis para se forjar líderes do país, a diferença é que o Lula cresceu por saber fazer bons discursos, pela sua sensibilidade política, enquanto a Marina optou pela via da educação. Estudou, virou uma educadora, através do estudo e de leituras passou a atuar e encontrou seu espaço. Em 40 anos se tornou uma mulher extremamente esclarecida, que sabe onde está pisando, conhece as correntes de pensamento ao seu redor e tem uma visão de mundo consistente e extremamente moderna. Se o Lula gosta de ser visto como o pai dos brasileiros, o pai que dá a mesada, a Marina talvez tenha o papel da mãe, aquela que vai dizer: "Vai estudar para poder ser alguém na vida. " Particularmente gosto mais deste papel. "... Entrevista completa aqui
PS: O tema do post do PavaBlog é uma bela homenagem à Senadora; Marina você já é Bonita com que Deus lhe deu... Eu particularmente acho que ela já sabe disso!!!
junho 22, 2009
Receitinha despretensiosa
Se quiser viver, não adie. O imponderável se intromete na vida da gente. Como patas de um gato, as unhas do destino se alongam querendo estancar o curso de nossa história. O imprevisto é peçonhento e estraga os projetos mais queridos. Antecipe-se ao imponderável e beije, abrace, converse. O agora é estrela cadente, asteróide nômade. Faça cada instante valer uma eternidade. O já não passa de uma piscadela; o hoje, de fenda entre o ainda não e o que acabou.
Se quiser viver, não tema. Arrique-se. Decidir é vulnerar-se; querer, expor-se; desejar, atirar-se à mercê do outro. Ferida de decepção dói menos que desterro de inação. Todos os amantes carregam cicatrizes. Seus estigmas, mesmo antigos, são visíveis. Atreva-se a caminhar sem blindagem. Arranque o elmo. Jogue fora o escudo. Não se enclausure. Não evite o olhar de quem lhe pede afeto. Seja terno com quem lhe espezinha.
Se quiser viver, não anseie. Sossegue. O possível, nem sempre o melhor, é matéria prima do contentamento. A alma implora por descanso. Reconheça os avisos do corpo quando avisa que as descargas hormonais desequilibram o metabolismo. Dê um passo de cada vez. Espere pelo amanhã. Desista do controle dos circuitos, solte o cabo da nau. Não corra na frente da aragem que antecipa a madrugada. Basta a cada oportunidade o seu próprio mal. Tranquilize-se.
Se quiser viver, não fuja. Enfrente-se. As nódoas da alma podem transformar-se em câncro; as culpas, em fardos; as inadequações, em aleijões existenciais. Transgressão pode deixar de ser um pecado mortal. Aprenda com os seus tropeços. Cresça com as mazelas. Reconceitue humildade como coragem de admitir limites, fragilidades, incapacidades.
Se quiser viver, não escarneça. Ouça. Tradição é a história que os antepassados selecionaram para que amadureçamos. Os enganos de outrora não precisam ser repetidos. Não quebre a cabeça com teoremas já demonstrados. Poupe o coração de injunções aparentemente inéditas que os compêndios trataram exaustivamente. Atente para os provérbios populares. Escute os avós.
Se quiser viver, medite. Mire as conchas que a maré triturou, que pavimentam a praia; o ócio do leão, feliz com a prole bem alimentada; o sol que se fatiga no lusco fusco da tarde. Devagar, procure as entrelinhas da poesia, o imarcescível da narrativa, a dignidade da biografia. Escute, de olhos fechados, os violinos, as gaitas, os trompetes, os pianos, os realejos. O universo pulsa, descubra o seu ritmo.
Soli Deo Gloria
